Custa voltar a uma rotina que parece já não te pertencer...
Mas não pares agora!
7 de outubro de 2015
14 de maio de 2015
. Mais um sobre ti .
Sei que tenho que desistir de nós. Que ficar presa a este nosso passado não me permitirá ser feliz. Que o meu corpo não sentirá mais o calor das tuas mãos. E que os meus lábios sentirão falta das danças loucas que faziam, colados aos teus.
Sei que tenho o direito - o dever - de seguir em frente. De procurar fazer por mim o que mais ninguém fará. Quebrar barreiras que eu própria construí. Sacudir este pó que me cobre a alma, neste último ano.
Sei que errar uma vez é aceitável... Perder-lhes a conta é amor.
Sei que tenho o direito - o dever - de seguir em frente. De procurar fazer por mim o que mais ninguém fará. Quebrar barreiras que eu própria construí. Sacudir este pó que me cobre a alma, neste último ano.
Sei que errar uma vez é aceitável... Perder-lhes a conta é amor.
por
Joana '
13 de maio de 2015
28 de dezembro de 2014
Pela primeira vez não tenho planos para a passagem de ano.
Sempre existiram mil e uma alternativas: com mais ou menos pessoas; com música alta ou apenas como pano de fundo; com corpos dançantes ou com conversas vibrantes regadas por um bom vinho e uma lareira quente.
Sempre existiram planos ... Mas hoje, a três dias do final do ano, vejo-me sem planos e sem ninguém.
O problema não é a passagem de ano.. O problema é sentir-me mais sozinha do que nunca.
Sozinha como nunca estive e como sempre temi.
Sempre existiram mil e uma alternativas: com mais ou menos pessoas; com música alta ou apenas como pano de fundo; com corpos dançantes ou com conversas vibrantes regadas por um bom vinho e uma lareira quente.
Sempre existiram planos ... Mas hoje, a três dias do final do ano, vejo-me sem planos e sem ninguém.
O problema não é a passagem de ano.. O problema é sentir-me mais sozinha do que nunca.
Sozinha como nunca estive e como sempre temi.
por
Joana '
22 de novembro de 2014
Estamos em galáxias tão distantes, meu amor...
Chamaste-me egoísta hoje. Depois de semanas sem nos falarmos temos uma conversa que acaba, mais uma vez, em discussão. Acusas-me de ser egoísta e de nunca querer saber do que sentes, do quanto te custa o meu silêncio. Naquele momento, neguei tudo: confessei-te as horas que passei a pensar em ti, em nós; a vontade incessante de pegar em mim e ir a correr para os teus braços; a mania de acelerar o coração a cada chamada recebida....
Neguei naquele momento, mas a verdade é que sim, que sou, provavelmente, a pessoa mais egoísta que alguma vez conheci. Não por me borrifar para o que sentias, porque isso nunca aconteceu, mas por te querer sempre comigo, por achar que o meu mundo iria desabar por não te ter nele.
Desculpa. Fui egoísta quando pensei que o teu abraço era o único sítio em que podia ser feliz e queria tê-lo, independentemente de todas as barreiras. Mas nunca ouses repetir que me esqueci de ti: o teu coração é que fazia bater o meu!
Neguei naquele momento, mas a verdade é que sim, que sou, provavelmente, a pessoa mais egoísta que alguma vez conheci. Não por me borrifar para o que sentias, porque isso nunca aconteceu, mas por te querer sempre comigo, por achar que o meu mundo iria desabar por não te ter nele.
Desculpa. Fui egoísta quando pensei que o teu abraço era o único sítio em que podia ser feliz e queria tê-lo, independentemente de todas as barreiras. Mas nunca ouses repetir que me esqueci de ti: o teu coração é que fazia bater o meu!
por
Joana '
12 de novembro de 2014
Para ti,
Queria tanto que estivesses aqui. Gostava de, por uma vez, encontrar algum sentido. Estes últimos meses têm sido os piores de sempre e gostava de ter o teu ombro para me apoiar. Saberiam-me bem as tuas palavras, os teus conselhos, de certo, sábios e positivos. Anseio por perder-me dentro do teu abraço, que me dará o conforto de que o meu coração tanto precisa.
Já não tenho idade para isto, sabes? E não falo desta mania infantil de sonhar com principes encantados. Falo sim de tudo o resto: desta inércia, deste medo que me prende, desta desmotivação que me puxa para baixo.
Consegui perceber que andei a viver a vida de outros e deixei a minha parada, num ponto vertiginoso do qual não consigo sair... Ou melhor, não sei como sair.
Queria tanto que estivesses aqui. Que me garantisses que amanhã irei ser capaz de sair à rua, sem medos, porque estarás a meu lado, mãos dadas às minhas... Que me mostrasses que há muita oferta mas tenho que querer procurar e tirar esta venda que me arrasta para "só mais uma semana".
Queria tanto que estivesses aqui, para me abanares com força, para me dizeres, olhos nos olhos, que isto não é cómodo nem confortável: que esta pausa tem de acabar e tenho que voltar a encher os pulmões de ar. Que é normal perder o rumo, às vezes, principalmente quando voltamos a um sítio que conhecemos bem mas que está diferente, muito diferente.
Queria tanto que estivesses aqui.... Mas sei que não vens e custa-me dizê-lo em voz alta.
Já não tenho idade para isto, sabes? E não falo desta mania infantil de sonhar com principes encantados. Falo sim de tudo o resto: desta inércia, deste medo que me prende, desta desmotivação que me puxa para baixo.
Consegui perceber que andei a viver a vida de outros e deixei a minha parada, num ponto vertiginoso do qual não consigo sair... Ou melhor, não sei como sair.
Queria tanto que estivesses aqui. Que me garantisses que amanhã irei ser capaz de sair à rua, sem medos, porque estarás a meu lado, mãos dadas às minhas... Que me mostrasses que há muita oferta mas tenho que querer procurar e tirar esta venda que me arrasta para "só mais uma semana".
Queria tanto que estivesses aqui, para me abanares com força, para me dizeres, olhos nos olhos, que isto não é cómodo nem confortável: que esta pausa tem de acabar e tenho que voltar a encher os pulmões de ar. Que é normal perder o rumo, às vezes, principalmente quando voltamos a um sítio que conhecemos bem mas que está diferente, muito diferente.
Queria tanto que estivesses aqui.... Mas sei que não vens e custa-me dizê-lo em voz alta.
por
Joana '
5 de outubro de 2014
Não sei ao certo o que sobrou de nós. Chamo-te amigo, por amigo me teres sido, desde que nos conhecemos. E por sempre me lembrar do teu ombro, quando a cabeça me pesa e o coração ameaça partir.
Não sei o que te chamar mas sei como te chamar, sempre que preciso. Obrigada por sempre me alimentares o sorriso
Não sei o que te chamar mas sei como te chamar, sempre que preciso. Obrigada por sempre me alimentares o sorriso
por
Joana '
28 de setembro de 2014
a tua ausência fez de mim escrava
O casaco que me aquecia está gasto e já não tem o teu cheiro. O fecho já não funciona e os bolsos estão rotos. A minha mãe disse-me que era uma vergonha eu insistir em guardar aquele casaco velho...
Perdoa-a. Ela não sabe que o nosso amor é eterno e, por isso, não tem idade.
Perdoa-a. Ela não sabe que o nosso amor é eterno e, por isso, não tem idade.
por
Joana '
20 de setembro de 2014
Super Bebé
Tenho o coração apertado pelo medo... Mas existem notícias que me fazem recuperar toda a esperança que ganhei ao ver-te sorrir pela primeira, minha pipoca linda da tia!
És uma super guerreira... Estás há demasiado tempo nesse hospital, mas tens muito amor há tua volta... Perto ou longe, existem dezenas de corações e de boas energias a torcer por ti, ansiosos pelo teu regresso a casa..
Mas tu és capaz de tudo... E isto não vai passar de um grande susto e de uma prova da tua força e vontade de viver!
És uma super guerreira... Estás há demasiado tempo nesse hospital, mas tens muito amor há tua volta... Perto ou longe, existem dezenas de corações e de boas energias a torcer por ti, ansiosos pelo teu regresso a casa..
Mas tu és capaz de tudo... E isto não vai passar de um grande susto e de uma prova da tua força e vontade de viver!
por
Joana '
5 de setembro de 2014
memórias.
esqueci-me do número exacto de vezes que estivemos juntos... não parece coisa minha, eu sei. não é de mim esquecer estes pormenores que, para ti, pouca importância têm. mas esqueci. . . não sou de ferro apesar de parecer que a minha memória ganhou ferrugem. dizem que o sal corrói - talvez...
e é-me cada vez mais difícil recordar das coisas bonitas que me dizias, em noites em que éramos um e apenas um... arrisco ainda confidenciar-te que ontem confundi o teu cheiro e acho que já não sou capaz de o reconhecer na rua.
o que quererá isto dizer? o que virá a seguir?
tenho medo que a resposta seja aquela que me parece, para além de óbvia, a mais provável. tenho medo que o meu coração tenha decidido esquecer-te e por isso, tenha alertado a minha memória para te esquecer aos bocadinhos... já não me recordo do teu toque, nem do teu cheiro... o que esquecerei a seguir?
tenho medo... muito medo... um medo que petrifica...
não medo de te esquecer, porque sei que isso nunca acontecerá. porque foste demasiado marcante, um verdadeiro capítulo na minha história. nem tampouco tenho medo de esquecer-me do calor dos teus abraços ou do sabor doce e inebriante dos teus beijos... o que me aterroriza e me deixa sem chão é o receio de me esquecer de tudo o que me fazias sentir, de tudo o que me ensinaste a ser e da coragem que sempre me deste, para novos objectivos e para me desafiar sempre, a cada dia... tenho medo de me esquecer da pessoa que me levaste a ser e que é tão mais livre e de coração que cresce a cada dia..
não tenho medo de te esquecer.. apenas medo de me perder de mim.
por
Joana '
3 de setembro de 2014
743
não têm sido dias fáceis, estes últimos 20. não tem sido fácil ter o coração apertado e julguei ser humanamente impossível ter tanto medo. mas hoje princesa, um sorriso teu fez o meu dia... continua a sorrir minha pipoca linda. os nossos braços estão abertos para te receber de novo em casa, a esta casa gigante que é o nosso amor por ti ...
super bebé da tia
super bebé da tia
por
Joana '
29 de agosto de 2014
28
Amo-te para sempre, disseste-me pouco antes de adormecermos. Disseste-o baixinho - eu tenho medo dos monstros que se escondem debaixo da cama, tu tens medo do peso que as palavras carregam. Apesar disso, eu ouvi. Ouvi eu e ouviu o meu coração que, iludido, acelerou freneticamente e só queria gritar que também te amaria para sempre. Até hoje, continuavas a pensar que não tinha percebido o que disseste, pois foi o que te dei a entender. Apesar de ter ainda hoje aquela frase a matutar-me na cabeça quando penso em ti - Amo-te para sempre - soube que era melhor assim: fingir que nunca aconteceu. Porque eu sabia, muito por causa deste pessimismo que me é característico, que o para sempre é muito tempo e tu - Amo-te para sempre - não me podias fazer uma promessa tão grande.
Agradeço aquele momento de insanidade em que te arriscaste a soltar três palavras que são tão pesadas juntas. Hoje agradeço-te o para sempre que vivemos... E sei, independentemente da forma que o nosso amor assumir, das voltas que as nossas vidas têm ainda pela frente... que sim, Amo-te para sempre... E hoje soube, com todas as certezas, que tu também.
Agradeço aquele momento de insanidade em que te arriscaste a soltar três palavras que são tão pesadas juntas. Hoje agradeço-te o para sempre que vivemos... E sei, independentemente da forma que o nosso amor assumir, das voltas que as nossas vidas têm ainda pela frente... que sim, Amo-te para sempre... E hoje soube, com todas as certezas, que tu também.
por
Joana '
28 de agosto de 2014
quando voltam?
Tenho saudades de ter alguém com quem passar noites em claro. Saudades de um abraço apertado e de um beijo demorado. Saudades de mãos dadas e de pernas entrelaçadas. Saudades de carinho e de partilhar uma garrafa de vinho. Mas mais do que tudo, saudades de saber de que cor são as asas das borboletas que há tanto tempo me fugiram da barriga...
por
Joana '
24 de agosto de 2014
23
Voavam andorinhas sobre as nossas cabeças. Haviam desenhos, por elas pintados, naquele céu laranja e rosa, de final de tarde. Deste-me as mãos. Sim, as mãos. Pensaste que só uma seria pouco, que não me faria ficar. Relembrei-te que sou como as andorinhas que nos sobrevoavam. Solta e livre, desde que me lembro. Livre para viver a vida a cada rasgar de vento, a cada raio de sol. E se agora chovesse.. Oh, se chovesse verias o quanto gosto de dançar por entre as gotas. Só não gosto que me prendam, tenho medo. Já me deram mãos antes, mas existiram sempre forças maiores que as apartaram. E não gosto nada do poder desses verbos transitivos, que por força e de coração ferido, tive de aprender a conjugar. Receio o dia em que acorde e não te encontre ao meu lado. Perdoa-me por isso este hábito de fazer da minha cama um território sagrado.
Sorriste, com aquele sorriso que me faz criar raízes e disseste:
E então, achas que não sou capaz de voar?
por
Joana '
20 de agosto de 2014
O desconhecido.
desde cedo, sempre fui muito mariquinhas. as minhas irmãs diziam que era uma flor de estufa e que tinha medo de tudo e mais alguma coisa. há medida que cresci, os meus receios foram-se perdendo. hoje em dia, a única coisa que me assusta é o desconhecido. é não saber com o que contar.
por isso é que estou com medo... receosa... apavorada.
completamente sem chão por não saber como irá reagir a minha pipoquinha, devia ser proibido que bebés tão pequenos tivessem de passar por estas coisas, tivessem de fazer exames que nem eu sei pronunciar..
és pequenina, meu amor, mas és uma super bebé linda e forte.... manda lá essas febres malucas embora porque a tia tem saudades das tuas bochechas boas e do teu cheirinho bom
por isso é que estou com medo... receosa... apavorada.
completamente sem chão por não saber como irá reagir a minha pipoquinha, devia ser proibido que bebés tão pequenos tivessem de passar por estas coisas, tivessem de fazer exames que nem eu sei pronunciar..
és pequenina, meu amor, mas és uma super bebé linda e forte.... manda lá essas febres malucas embora porque a tia tem saudades das tuas bochechas boas e do teu cheirinho bom
por
Joana '
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